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AVIAÇÃO CIVIL

Aeroporto de Guarulhos realiza último simulado de acessibilidade antes da Olimpíada

  • Publicado: Quarta, 01 de Junho de 2016, 12h14
  • Última atualização em Quinta, 02 de Junho de 2016, 18h13

Representantes de quinze companhias aéreas e um total de doze voluntários – cadeirantes e deficientes visuais – participaram da operação. Exercício-teste simulou desembarque doméstico, conexão e embarque internacional em terminais diferentes

010620162O Comitê Técnico de Operações Especiais (CTOE) realizou nesta semana, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o último simulado para avaliar a infraestrutura de acessibilidade para Passageiros com Necessidade de Atendimento Especial (PNAEs) no terminal antes do início dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O exercício foi idealizado pela Secretaria de Aviação Civil e coordenado pela GRU Airport, que administra o aeroporto. O objetivo do governo federal é testar os principais terminais envolvidos na operação aérea especialmente planejada para o megaevento esportivo, que começa no dia 5 de agosto, no Rio de Janeiro.

O aeroporto de Guarulhos simulou situações reais de embarque, desembarque e conexão durante a Paralimpíada. Os voluntários seguiram os procedimentos oficiais de chegada dos atletas, iniciando pelo desembarque doméstico no Terminal 2 e fazendo conexão para embarque internacional no Terminal 3. Foram realizados todos os trâmites de imigração.

O exercício teve duração de duas horas e contou com a participação de 12 voluntários, todos PNAEs cadeirantes e deficientes visuais convidados pela GRU Airport (administradora do aeroporto), além de representantes de 15 companhias aéreas, do governo federal e de empresas de handling. O teste de embarque internacional foi feito em Boeing 777, da LATAM Airlines, enquanto o desembarque doméstico foi realizado em Boeing 737 da GOL Linhas Aéreas.

Para o chefe de serviço do CTOE, João Paulo Alves, "o aeroporto está bastante preparado. Mas é importante lembrar que este é um desafio histórico para a aviação brasileira: estamos prestes a sediar uma Paralimpíada com cerca de 4 mil atletas com demandas especiais de atendimento”, alertou. De acordo com Alves, a Secretaria de Aviação Civil está atenta não apenas às questões de infraestrutura aeroportuária, mas mantém atenção especial nos procedimentos de humanização do atendimento aos passageiros. “O que percebemos é um conhecimento acumulado usado para aprimorar a operação. Essa é uma construção, resultado de boas práticas e lições já aprendidas nos eventos anteriores. Mas o destaque vai para a capacitação dos profissionais do aeroporto, que evoluíram principalmente no sentido de um receptivo mais adequado e inclusivo”, avaliou.

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Entre os itens verificados e aprovados pelo CTOE estão a utilização de uma plataforma móvel para erguer as cadeiras do solo, após a retirada do porão da aeronave, até a porta do avião; vedação de todas as cadeiras para proteger da umidade do clima; acondicionamento adequado das cadeiras nos contêineres da aeronave; procedimentos padronizados de embarque e desembarque para deficientes visuais (como condução e instrumentos de apoio). “Várias cadeiras são elétricas e têm circuitos delicados, o que faz delas equipamentos bastante frágeis. Percebemos que a equipe foi especificamente treinada para cuidar isso também”, analisou Alves.

RECOMENDAÇÕES - A Secretaria de Aviação Civil emitiu, em fevereiro, uma série de sugestões sobre procedimentos de acessibilidade aeroportuária em ofício a entidades de representação dos principais aeroportos envolvidos no planejamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A medida enfatiza a importância do alinhamento entre órgãos públicos, gestores aeroportuários e entes privados nas atividades de embarque e desembarque de passageiros com deficiência, bem como o emprego de recursos humanos e materiais necessários.

A pauta vem sendo amplamente debatida com representantes dos principais operadores aeroportuários, Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (Aneaa), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). O setor estuda modelos operacionais para atender à grande demanda por serviços aos passageiros com necessidade de atendimento especial (PNAE) durante as Olimpíadas. A preparação do setor visa cumprir com excelência os requisitos da Resolução 280/13 da ANAC, que define normas e regras para atendimento a esse público.

A chegada de bagagens de tamanho e manuseio especiais também receberá atenção diferenciada nos aeroportos do Brasil durante o evento. Cerca de 48,4 mil volumes devem ser resgatados e despachados durante o período dos Jogos Paralímpicos, de acordo com estimativa da Secretaria de Aviação. O governo, em conjunto com órgãos do setor, estuda procedimentos integrados para facilitar e garantir segurança e fluidez no fluxo de entrega e devolução dos pertences.

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